Machismo estrutural é tema da quarta estação do circuito “Mulheres em evidência”

Promovido pela Escola de Governo, o evento propõe uma reflexão sobre sororidade, violência, machismo estrutural, saúde mental e mulheres negras.

“Machismo estrutural” é o tema da quarta estação do “Circuito Reflexivo: Mulheres em Evidência”, promovido pela Secretaria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas, por meio da Escola de Governo e Desenvolvimento do Servidor (EGDS) de Campinas. O evento será nesta quinta-feira, 19 de março, das 14h às 17h, no Teatro Bento Quirino. As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo link https://forms.gle/QjtQBwxvhDVg1R2Y8  . 

A ação formativa, que acontece até 26 de março, é voltada a servidoras e servidores e tem como objetivo fortalecer a cultura institucional de combate à violência contra mulheres por meio do diálogo, do autoconhecimento e da construção de ambientes mais inclusivos e acolhedores. 

“Participar da atividade foi um momento de profunda reflexão, fortalecimento e reafirmação do nosso compromisso com a transformação social”, disse Marcela Reis, presidente do Conselho de Desenvolvimento e Participação da Comunidade Negra de Campinas (CDPCNC), que participou da estação “Mulheres negras: redesenhando o estado”. “Isso nos mostra que, mesmo em passos lentos, estamos avançando. E esse avanço carrega o peso e a força de muitas histórias que vieram antes de nós”, comentou.

Marcela enfatiza, ainda, que enquanto presidenta do CDPCNC, “estar nesse espaço, ao lado de mulheres negras tão potentes que atuam na gestão pública, é reconhecer que estamos não apenas ocupando, mas redesenhando as estruturas do Estado a partir das nossas vivências, saberes e resistências”, completou.

A iniciativa propõe reflexões sobre sororidade, violência, machismo estrutural, saúde mental e mulheres negras, com o objetivo de:    

  • Fortalecer relações institucionais e ambientes colaborativos, saudáveis e inclusivos;    
  • Promover o diálogo sobre equidade de gênero e superação de vieses inconscientes;    
  • Estimular o autoconhecimento, cooperação e comunicação respeitosa; e   
  • Contribuir para práticas institucionais voltadas ao cuidado, bem-estar e prevenção do adoecimento emocional.  

Os encontros contam, ainda, com programação cultural. 

Quinta Estação

O último encontro do circuito será no dia 26 de março e terá como tema “Saúde Mental: diálogos sobre emoções e autocuidado”, a partir das 14h, no Teatro Bento Quirino. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo link https://forms.gle/7QM8GtG12VAxHzuDA . 

O Circuito    

De acordo com a organização, o circuito busca fortalecer relações institucionais e ambientes colaborativos e saudáveis, promovendo o diálogo sobre equidade de gênero e estimulando competências socioemocionais entre as servidoras. 

A metodologia inclui exposições dialogadas com especialistas, momentos de interação e aprendizagem participativa, integração entre teoria e prática e valorização das experiências profissionais das participantes. 

Entre os resultados esperados estão a sensibilização sobre a relação entre equidade de gênero e saúde emocional da mulher, o aprimoramento das redes institucionais de apoio e a redução de barreiras culturais e estruturais que perpetuam desigualdades.   

Formadoras com trajetória acadêmica e atuação no setor público   

O circuito contará com a participação de formadoras com experiência nas áreas de educação, gestão pública, relações étnico-raciais e saúde emocional, entre elas Célia Regina Fialho Bortolozo, Lucimara El Messane, Luiza Mandela, Rejane de Freitas Santos, Grasiela Bispo, Soraia Oliveira, Jacqueline Damázio, Valéria Ap. Torres.   

Serviço   

Circuito reflexivo: mulheres em evidência   

Machismo estrutural: como ele se manifesta nas instituições 

Quando: 19/3, às 14h   

Onde: Teatro Bento Quirino 

Rua Luzitana, 1.576   

Inscrições: https://forms.gle/QjtQBwxvhDVg1R2Y8 

Selo: Mês da Mulher
O Mês da Mulher 2026 em Campinas é uma iniciativa da Prefeitura Municipal para oferecer serviços, orientações e atividades com foco na prevenção à violência contra a mulher e ao fortalecimento da rede já existente de atendimentos para este público.