Ferramenta da ONU avalia a capacidade dos municípios de prevenir, responder e se recuperar de desastres; próximas etapas incluem ajustes técnicos e definição de ações estratégicas.
O resultado final do Scorecard (autoavaliação) Preliminar de Resiliência de Paulínia foi apresentado nesta segunda-feira, 18 de maio, em uma reunião técnica realizada entre a Defesa Civil do município e a Defesa Civil de Campinas. O balanço de resiliência é realizado a partir de uma ferramenta desenvolvida pelo Escritório das Nações Unidas para Redução do Risco de Desastres (UNDRR) e tem como objetivo avaliar a capacidade dos municípios de prevenir, responder e se recuperar de desastres. O encontro aconteceu na sede da Defesa Civil de Campinas.
De acordo com o secretário de Proteção e Defesa Civil de Paulínia, Toní Guimarães, a construção preliminar do Scorecard foi um instrumento técnico de diagnóstico e apoio ao planejamento estratégico em gestão de riscos e resiliência urbana. “O processo ocorreu de forma colaborativa e orientativa, com levantamento inicial de informações e análise preliminar de indicadores institucionais”, explicou o secretário.
Segundo ele, as próximas etapas incluem validação técnica, priorização de ações e eventual consolidação de diretrizes intersetoriais, conforme critérios administrativos e de gestão pública.
A Defesa Civil de Campinas contribuiu com apoio técnico-metodológico e compartilhamento de referências operacionais, fortalecendo a cooperação institucional e a troca de boas práticas entre os municípios. O coordenador regional e diretor do Departamento, Sidnei Furtado, destacou a importância do trabalho desenvolvido. “Paulínia apresentou o resultado final preliminar do Scorecard e o resultado ficou muito interessante. Agora serão realizados ajustes para a finalização do documento”, afirmou.
A reunião teve participação de chefe de seção José Dorival Júnior e do assessor de Políticas Públicas Ezequiel Chagas, de Paulínia.
Ferramenta internacional de diagnóstico
O Scorecard permite que gestores municipais identifiquem pontos fortes e fragilidades em áreas como governança, infraestrutura e gestão de riscos, além de avaliar a eficiência dos mecanismos de alerta à população em situações de emergência.
