Levantamento da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação aponta avanço nas vendas externas e redução do déficit da balança comercial.
As exportações de Campinas registraram crescimento expressivo em 2025, alcançando US$ 1,190 bilhão, alta de 21% em relação a 2024, quando o município exportou US$ 983,8 milhões. Os dados são de um levantamento realizado pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, com base em informações do sistema oficial do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
A pauta exportadora do município foi liderada por produtos de maior valor agregado. Em 2025, os principais grupos exportados foram reatores nucleares, caldeiras, máquinas, aparelhos e instrumentos mecânicos (SH 84), que responderam por 22,5% das exportações; combustíveis minerais, óleos minerais e produtos da sua destilação (SH 27), com 17,5%; borracha e suas obras (SH 40), com 12,8%; máquinas, aparelhos e materiais elétricos (SH 85), que representaram 10,6%; e algodão (SH 52), com participação de 9,5%.
“Juntos, esses cinco grupos concentraram aproximadamente 73% do total exportado por Campinas no ano, evidenciando uma pauta marcada por bens manufaturados de maior intensidade tecnológica, combinados com commodities energéticas e agrícolas”, destaca Matheus Ifanger Albrecht, economista da secretaria de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação.
No mesmo período, as importações totalizaram US$ 3,380 bilhões, o que representa uma queda de 4,4% em comparação com 2024, quando o volume importado foi de US$ 3,537 bilhões. Com esse movimento, o déficit da balança comercial de Campinas em 2025 somou US$ 2,190 bilhões, resultado 14,2% menor do que o registrado em 2024, quando o saldo negativo foi de US$ 2,553 bilhões. A redução corresponde a aproximadamente US$ 363 milhões no desequilíbrio comercial anual.
Para a secretária de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, Adriana Flosi, os resultados vão além dos indicadores econômicos e têm reflexo direto no cotidiano da população. “O crescimento das exportações mostra a competitividade da indústria de Campinas e a capacidade das empresas locais de acessar mercados internacionais, o que se traduz em mais produção, geração de empregos e renda. Esse movimento fortalece a economia da cidade, amplia oportunidades para trabalhadores e empreendedores e contribui para um ambiente mais estável e favorável ao desenvolvimento. A redução do déficit também indica um avanço importante no equilíbrio da balança comercial, resultado de políticas que estimulam a inovação, a produtividade e a inserção internacional do município”, afirmou.
