O Museu da Imagem e do Som (MIS) recebe nos dias 10 e 11 de junho, às 20h, o espetáculo teatral Quando os Olhos Não Veem, monólogo dramático estrelado e dirigido por Marcos De Vuono. Com entrada gratuita, a montagem utiliza elementos da dança-teatro e da palhaçaria para conduzir o público por uma reflexão sobre a existência humana, a memória e a finitude. A história se passa em um quarto de hospital. O personagem principal relembra momentos importantes da vida, como amores, viagens e decisões que tomou ao longo do tempo. A partir dessas lembranças, o espetáculo convida o público a pensar sobre a vida, o tempo, os relacionamentos e o que realmente tem valor. Produzida pelo Grupo Cão Sem Dono, a montagem mistura teatro, dança e elementos da linguagem do palhaço para contar a história de forma leve e emocionante. O texto é de Marcos Vigani e a trilha sonora original foi criada por Aurélio Artioli. Segundo Marcos De Vuono, a motivação para criar a obra surgiu de reflexões pessoais sobre a fragilidade da existência. “Eu estava numa época em que refletia muito sobre vida e morte, sobre finitude e sobre o quão frágil a nossa vida pode ser. Acabei escrevendo esse texto para trazer essas questões para a cena e fazer com que o personagem revisite dúvidas, arrependimentos e escolhas do passado”, explica. Para o artista, a peça convida o público a olhar para a própria trajetória e para as relações humanas. “O que eu quero que o público reflita é que a nossa vida está acontecendo aqui e agora. Não adianta viver sempre preocupado com o depois e deixar o presente para depois. Com a correria da vida e das redes sociais, muitas vezes as pessoas olham, mas não enxergam quem está ao lado delas”, afirma. Em cena, Marcos De Vuono conduz sozinho a narrativa, explorando diferentes linguagens cênicas para dar forma às lembranças e questionamentos do personagem. A combinação entre dança-teatro e palhaçaria contribui para criar momentos de leveza e emoção em meio aos temas abordados pela obra. “A palhaçaria surge por causa de uma memória afetiva que o personagem tem com o circo. Eu trouxe esse elemento para ajudar a colorir a história. Acho importante não apenas contar, mas também mostrar. Tudo o que eu consigo transformar em cena, eu transformo”, comenta. Já a dança-teatro, segundo ele, ajuda a expressar sentimentos e situações que nem sempre precisam ser verbalizados. “Ela é um recurso para mostrar o que está acontecendo com o personagem sem precisar explicar tudo por palavras.” Segundo o diretor, a peça fala sobre escolhas, arrependimentos, afeto e sobre a importância de valorizar as pessoas enquanto elas estão presentes em nossas vidas. Natural de Campinas, Marcos De Vuono é ator, diretor, dramaturgo e roteirista. Formado pelo Conservatório Carlos Gomes, trabalhou por vários anos em São Paulo, onde participou de grupos teatrais e desenvolveu projetos ao lado do ator Renato Borghi, um dos fundadores do Teatro Oficina. Ao longo da carreira, também escreveu peças de teatro, dirigiu produções audiovisuais e recebeu, em 2009, o Prêmio Nacional de Dramaturgia Carlos Carvalho pelo texto Almas de Vidro. Atualmente, desenvolve novos trabalhos com o Grupo Cão Sem Dono. A apresentação conta com recursos de emenda parlamentar da Câmara Municipal. Serviço: Espetáculo teatral “Quando os Olhos Não Veem”. Datas: 10 e 11 de junho (quarta e quinta-feira). Horário: 20h. Endereço: Rua Regente Feijó, 859 – Centro. Entrada: gratuita, por ordem de chegada, até o limite da capacidade da sala. Mais informações: https://www.instagram.com/grupocaosemdono
Espetáculo “Quando os Olhos Não Veem” propõe reflexão sobre memória, escolhas e finitude no MIS
