A Secretaria Municipal de Educação de Campinas assinou um projeto de cooperação técnica com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). A parceria com a agência é inédita e o objetivo é fortalecer, por meio de inovações, as políticas públicas nas áreas pedagógica, administrativa e de gestão.
A formalização do projeto “Educa Campinas: fortalecimento das políticas públicas educacionais e da aprendizagem ao longo da vida” foi concluída na segunda-feira com as assinaturas de representantes de Campinas, da Unesco e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), por meio da Agência Brasileira de Cooperação (ABC).
“Campinas passa a contar com a cooperação de um órgão que é referência mundial na qualidade das suas ações e comprometimento com a educação. Queremos fortalecer a educação pública em todas as etapas e modalidades. É um marco para a cidade”, ressaltou a secretária municipal de Educação, Patrícia Adolf Lutz. No fim de julho, ela esteve na sede da agência no Brasil, em Brasília (DF), para discutir a versão final do projeto.
Também participaram da reunião outros gestores da educação municipal, incluindo representantes da Fundação Municipal para Educação Comunitária (Fumec), a diretora da Unesco no Brasil, Marlova Noleto, e a coordenadora de Educação da agência no País, Rebeca Otero.
A Unesco é uma agência especializada da ONU (Organização das Nações Unidas), fundada em 1945 e com sede em Paris. Ela possui representação no Brasil desde 1964 e atua para a promoção da educação de qualidade e do desenvolvimento humano e social.
O que é o projeto de cooperação técnica?
O projeto começou a ser elaborado pela Educação, em parceria com a Fumec, em julho do ano passado. A expectativa é de que, entre 2027 e 2030, até R$ 18,2 milhões possam ser investidos em múltiplas ações. Os recursos não incluem obras ou infraestrutura.
Os valores da cooperação técnica serão aplicados conforme a demanda de Campinas, de maneira gradativa. Vale destacar que as receitas já serão previstas em orçamento, uma vez que integram a proposta de planejamento estratégico da Pasta, o que contempla atividades como desenvolvimento de programas e ferramentas, treinamentos, além de ações para estudos e pesquisas.
“A parceria reforça a Educação diante de desafios estruturais como a necessidade de alinhamento às demandas contemporâneas, à qualificação das práticas pedagógicas, à ampliação do acesso na Educação de Jovens e Adultos em conjunto com a qualificação profissional e à modernização da educação profissional. Nesse sentido, a articulação será importante para reforçar as ações de gestão, currículo, avaliação, formação e inclusão, orientadas por princípios de transparência, participação social, inovação e uso de evidências”, explicou Patrícia.
No caso de contratações de profissionais para formações, por exemplo, são indicados somente os requisitos técnicos que devem ser contemplados pela Unesco. Isso abre a possibilidade para que especialistas de diferentes regiões do Brasil ou do exterior possam contribuir, com múltiplas experiências e culturas, no processo de avanço.
“Tudo isso será trabalhado de maneira absolutamente técnica, todas as ações serão monitoradas pela secretaria, pela Unesco e pela Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores. Queremos apoiar e melhorar o que já está em desenvolvimento, com amplo diálogo, e permitir a chegada de inovações que sejam positivas para potencializar o trabalho dos nossos profissionais de educação, o aprendizado dos alunos e o envolvimento das comunidades”, afirmou a secretária.
Entre os municípios que mantêm ou já contaram com cooperação técnica da Unesco estão quatro capitais estaduais: São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR) e Recife (PE).
