Alunos do infantil de Campinas participam pela 1ª vez do Rotas Afro 2026 a partir de 24 de agosto

A participação inédita de alunos da educação infantil de Campinas no projeto Rotas Afro 2026 começa em 24 de agosto, na Estação Cultura, no Centro. O primeiro dia de atividades deve reunir 360 crianças do agrupamento 3 (faixa etária de 3 anos e 7 meses a 5 anos) de três escolas. Serão seis turmas: três pela manhã e três no período da tarde.

A iniciativa faz parte das ações pedagógicas da Secretaria de Educação para fortalecer o combate ao racismo na cidade. As primeiras escolas participantes são:
 

  • CEI Dr. Roberto Telles Sampaio, do Jardim São Marcos;
  • CEI Maria Amélia Ramos Massucci, do Parque Valença 1;
  • CEI Benjamin Constant, do Jardim Pacaembu.

A parceria entre o Município e o coletivo Rotas Afro propõe uma leitura do espaço urbano como fonte de conhecimento, o que permite a articulação entre história, formação cidadã e educação étnico-racial. Além disso, contribui para a construção de uma educação mais empática e para a promoção da cultura de paz.

Na Estação Cultura, os alunos da educação infantil devem acompanhar contação de histórias e participar de atividades lúdicas, incluindo a história do próprio espaço. A expectativa é de que todas as escolas com agrupamento 3 participem até dezembro.

“O objetivo desse trabalho é proporcionar às crianças, desde cedo, a oportunidade afetiva e positiva de tomar contato com elementos culturais e históricos a partir de uma perspectiva lúdica, com contação de histórias, músicas e brincadeiras africanas”, explicou a assessora de projetos da Educação de Campinas, Mariana Volpato

As atividades contam com apoio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo.

Roteiros por Campinas com Emefs e EJA

O Rotas Afro 2026 segue realizando roteiros por pontos emblemáticos do Município, sobretudo o Centro, para contar a história da população afro-campineira aos alunos do 6º ao 9º ano do ensino fundamental. O encerramento das atividades com esse grupo ocorre nesta semana.

Os percursos geralmente passam por locais como o Largo do Pará, o Largo São Benedito, a Praça Carlos Gomes e o Museu de Arte Contemporânea de Campinas (MACC).

A partir de setembro, o projeto reunirá turmas da educação de jovens e adultos (EJA). O coletivo Rotas Afro foi criado em 2019, em Piracicaba, para contar histórias negras do interior paulista.

Organização

A Secretaria de Educação é responsável pela orientação pedagógica, adequação dos roteiros, agendamento dos estudantes e logística, enquanto a equipe do Rotas Afro fica à frente da pesquisa, da elaboração de percursos e da mediação pedagógica em campo.

Os roteiros são específicos para cada série, com adequação de conteúdos às diferentes etapas de ensino. A equipe é composta por educadores do coletivo com formação em diferentes áreas de conhecimento: história, geografia, ciências sociais, turismo, pedagogia, biologia e artes. Cada turma tem mediação de dois profissionais ao longo dos trajetos.

No ano passado, 9 mil alunos participaram da iniciativa.