Psicólogos escolares da rede municipal de Campinas iniciaram as visitas às unidades de ensino fundamental (Emefs) para interagir com alunos e mapear possíveis conflitos nos locais. O objetivo é definir estratégias de acolhimento e mediação que contribuam para reforçar as relações entre as comunidades atendidas e os profissionais.
Neste momento, Campinas conta com 21 psicólogos para atuação em 42 escolas. Eles foram distribuídos em cinco regiões, de acordo com o número de unidades em cada.
“São abordagens pedagógicas, portanto, diferentes de um atendimento clínico. Queremos fortalecer o trabalho de escuta para prevenir situações de bullying e violência escolar, por exemplo, e aprimorar a comunicação não violenta. Isso favorece a qualificação do processo de ensino-aprendizagem e reafirma a linha de trabalho em buscar melhorias em várias frentes”, afirmou a secretaria de Educação de Campinas.
Os psicólogos estão elaborando planos de trabalho conforme as características das áreas em que atuam. Além de ouvir os estudantes, os profissionais estão trocando experiências com funcionários das escolas para alinhar objetivos coletivos e pontos de melhoria, conectando temas sociais como antirracismo e combate à violência contra as mulheres.
“Está sendo um trabalho muito interessante. Cada escola é única e, por ser algo novo, estamos fazendo com bastante cautela. Surpreendeu observar como as equipes estão atentas e abertas a novas ações. Existe um saber que queremos potencializar”, explicou o psicólogo escolar Luan Ricardo Pereira de Souza, que está na região Norte.
Ainda segundo Souza, diferenciar a atuação dos psicólogos escolares de profissionais que atuam com atendimento clínico tem sido parte da rotina dos novos servidores por se tratar de uma ação inovadora nas escolas. “Eu brinco que o paciente é a escola. Queremos melhorar vínculos entre as pessoas e tudo é pensado coletivamente”, contou.
